Aterro Sanitário

O Aterro de Resíduos Sólidos de Manaus é o principal complexo de destino final dos resíduos sólidos urbanos da cidade. Está localizado no km 19 da rodovia AM-010, posicionado espacialmente através das coordenadas geográficas S02°57’23.86″ e W60°00’47.62. O complexo possui licença ambiental de operação fornecida pelo Instituto de Proteção Ambiental do Estado do Amazonas – IPAAM. A área estimada é de 66 hectares

O Aterro de Manaus continua a ser um exemplo nacional de boas práticas com relação ao tratamento de resíduos. Além da atividade de tratar o lixo, esse empreendimento também abriga usinas de compostagem e biogás, modalidade esta que se destaca a cada dia pelos serviços prestados ao mundo de preservação ambiental. A queima de gases de efeito estufa que acontece dentro do Aterro gerou, de julho de 2009 a junho de 2018, uma redução de 3.404.495 toneladas de emissões de biogás (metano CH4 e CO2) , sendo a média diária de 98 toneladas de biogás. É uma atividade certificada pela Organização das Nações Unidas (ONU) e eleva Manaus ao cenário global de sustentabilidade.

 

 Aterro de Manaus

 

 Balança do Aterro de Manaus

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De janeiro a novembro de 2018, o aterro de Manaus recebeu 844.894 toneladas de resíduos sólidos urbanos, uma média de 2.537,2 toneladas de resíduos dispostas por dia no aterro , sendo destinados para o aterramento de lixo, Reciclagem e Compostagem, conforme distribuição percentual da figura abaixo.

 

 

A COLETA E TRANSPORTE DOS RESÍDUOS SÓLIDOS

Os serviços de Coleta e Transporte de Resíduos Sólidos são executados, em quase sua totalidade, por duas concessionárias e estão subdivididos, conforme contrato de concessão, em cinco modalidades: Coleta Domiciliar, Remoção Mecânica, Remoção manual, Coleta de Poda e Coleta Seletiva, conforme detalhado no quadro 1.

Uma parcela menor do lixo coletado em Manaus é proveniente de terceiros, ou seja, empresas prestadoras de serviços, tais como disk entulhos, construtoras, indústrias, dentre outras, as quais solicitam autorização para descarte de resíduos no Aterro Sanitário..A Prefeitura iniciou , em maio de 2013, a cobrança pelo uso do aterro em duas modalidades diferentes, uma para resíduos de Classe 2, sendo cobrado 2,5 UFM e outra para resíduos de construção e demolição das Classes A e B devidamente segregados , com preço de 1,21 UFM.

Quadro : Modalidades de Serviços de coleta de Resíduos do Sistema de Limpeza Urbana de Manaus

  

 

Compostagem

Dentre muitos serviços e atividades pioneiras criadas pela SEMULSP, a Compostagem é uma das mais importantes por reduzir a quantidade de resíduos orgânicos no corpo do aterro.

Implantado em 2005, o serviço tem como objetivo aproveitar os restos de resíduos animais e vegetais coletados na cidade para serem transformado em adubo orgânico e serem utilizados na jardinagem municipal.

Em 2018, a usina de compostagem produziu 418 metros cúbicos de composto, sendo 268 m3 de adubo destinados para escolas públicas , praças públicas, viveiro da Semulsp , Secretaria Municipal de Meio Ambiente e outros locais. Os outros 150 m3 de adubo em estoque.   O número de leiras em decomposição é igual a 9 e 4 leiras prontas para peneira.

 

 

 

Figura : Da esquerda para direita: Triturador de galhos, operação na usina, usina de compostagem e manutenção das leiras

 

Controle e medição dos gases

Os aterros de resíduos sólidos normalmente emitem dióxido de carbono (CO2) e metano (CH4) na atmosfera, sendo que esses compostos são gerados pela decomposição anaeróbica dos resíduos orgânicos ali depositados, onde o metano tem um grau de poluição da atmosfera de, aproximadamente, 22 vezes mais que o dióxido de carbono.

Um serviço executado pelo Aterro de Manaus, desde 2008, mas pouco notado pela população da cidade, refere-se à captura, coleta e queima limpa desses gases.

A operação de controle e medição da emissão dos gases é realizada exclusivamente pela CRA –CONESTOGA-ROVERS E ASSOCIADOS ENGENHARIA LTDA.

A empresa DNV – DET NORSKE VERITAS é a responsável pela Certificação das emissões reduzidas que está em andamento.

A geração de créditos de carbono é uma das ‘moedas universais’, instituídas pelo Protocolo de Kyoto, implantado em 1997, que estabeleceu ao mundo metas de redução de emissão de gases na atmosfera. A partir daí, cada tonelada de CO2 não emitida ou retirada da atmosfera por um país em desenvolvimento pode ser negociada no mercado mundial.

De julho de 2009 a junho de 2018, foram reduzidas 3.404.495 toneladas de emissões de biogás (metano CH4 e CO2), sendo a média diária de 98 toneladas de biogás.

 

Figura : Média diária de produção de biogás

 

Figura: Planta da queima do Biogás