Aterro Sanitário

O Aterro de Resíduos Sólidos de Manaus é o principal complexo de destino final dos resíduos sólidos urbanos da cidade. Está localizado no km 19 da rodovia AM-010, posicionado espacialmente através das coordenadas geográficas S02°57’23.86″ e W60°00’47.62. O complexo possui licença ambiental de operação fornecida pelo Instituto de Proteção Ambiental do Estado do Amazonas – IPAAM. A área estimada é de 66 hectares

 

Vista aérea do Aterro

Fonte: Foto cedida pela Concessionária Tumpex.

 

ATERRO_foto69Foto:  Balança do Aterro de Manaus (D’Castro- Semulsp)

 

De janeiro a dezembro de 2018, o aterro de Manaus recebeu 932.927 toneladas de resíduos sólidos urbanos, uma média de 2.537,2 toneladas de resíduos dispostas por dia no aterro, sendo destinados para o aterramento de lixo, Reciclagem e Compostagem, conforme distribuição percentual da figura 9.

 

Figura : Destinação Final de Resíduos

 

COLETA E TRANSPORTE DOS RESÍDUOS SÓLIDOS

Descrição

Os serviços de Coleta e Transporte de Resíduos Sólidos são executados, em quase sua totalidade, por duas concessionárias e estão subdivididos, conforme contrato de concessão, em cinco modalidades: Coleta Domiciliar, Remoção Mecânica, Remoção Manual, Coleta de Poda e Coleta Seletiva, conforme detalhado no quadro 1.

Uma parcela menor do lixo coletado em Manaus é proveniente de terceiros, ou seja, empresas prestadoras de serviços, tais como disk entulhos, construtoras, indústrias, dentre outras, as quais solicitam autorização para descarte de resíduos no Aterro Sanitário. A Prefeitura iniciou, em maio de 2013, a cobrança pelo uso do aterro em duas modalidades diferentes, uma para resíduos de Classe 2, sendo cobrado 2,5 UFM e outra para resíduos de construção e demolição das Classes A e B devidamente segregados, com preço de 1,21 UFM.

 

Quadro 1. Modalidades contratuais de Coleta operadas pelas Concessionárias e Terceiros

Fonte:Semulsp

Compostagem

Dentre muitos serviços e atividades pioneiras criadas pela SEMULSP, a Compostagem é uma das mais importantes por reduzir a quantidade de resíduos orgânicos no corpo do aterro.

Implantado em 2005, o serviço tem como objetivo aproveitar os restos de resíduos animais e vegetais coletados na cidade para serem transformado em adubo orgânico e serem utilizados na jardinagem municipal.

Em 2018, a usina de compostagem produziu 418 metros cúbicos de composto, sendo 268 m3 de adubo destinados para escolas públicas, praças públicas, viveiro da Semulsp,  Secretaria Municipal de Meio Ambiente e outros locais. Os outros 150 m3 de adubo restantes em estoque.   O número de leiras em decomposição é igual a 9 e 4 leiras prontas para peneira.

Figura : Da esquerda para direita: Triturador de galhos, operação na usina, usina de compostagem e manutenção das leiras

Fonte: Semulsp

 

Controle e medição dos gases

Os aterros de resíduos sólidos normalmente emitem dióxido de carbono (CO2) e metano (CH4) na atmosfera, sendo que esses compostos são gerados pela decomposição anaeróbica dos resíduos orgânicos ali depositados, onde o metano tem um grau de poluição da atmosfera de, aproximadamente, 22 vezes mais que o dióxido de carbono.

Um serviço executado pelo Aterro de Manaus, desde 2008, mas pouco notado pela população da cidade, se refere a captura, coleta e queima limpa desses gases.

A operação de controle e medição da emissão dos gases é realizada exclusivamente pela CRA –CONESTOGA-ROVERS E ASSOCIADOS ENGENHARIA LTDA.

A empresa DNV – DET NORSKE VERITAS é a responsável pela Certificação das emissões reduzidas que está em andamento.

 

Figura – Planta da queima do Biogás

Fonte: Semulsp

 

A geração de créditos de carbono é uma das ‘moedas universais’, instituídas pelo Protocolo de Kyoto, implantado em 1997, que estabeleceu ao mundo metas de redução de emissão de gases na atmosfera. A partir daí cada tonelada de CO2 não emitida ou retirada da atmosfera por um país em desenvolvimento pode ser negociada no mercado mundial.

De 2009 2018, foram reduzidas 3.606.344 toneladas de emissões de biogás (metano CH4 e CO2), sendo a média diária de 1.039 toneladas de biogás